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domingo, 26 de junho de 2011

Hiroshima Mon Amour - Alain Resnais


Título Orignal: Hiroshima Mon Amour
Direção: Alain Resnais
Roteiro: Marguerite Duras
Gênero: Drama/Guerra/Romance
Origem: França/Japão
Duração: 90 minutos
Tipo: Longa-metragem
Diálogo: Inglês/Japonês/Francês
Legenda: PT-BR
Cor: Preto e Branco

Sinopse:

Durante sua participação num filme sobre a paz, rodado em Hiroshima, uma atriz francesa tem uma aventura amorosa com um japonês, o que reaviva nela lembranças de uma trágica paixão durante a Ocupação. Entre o passado de guerra e o presente de incertezas, ele e ela tentam tornar imortal este encontro fortuito, através da mistura de tempos, recordações e corpos.

Projeto CONHECENDO DIRETORES




Alain Resnais (3 de junho de 1922, Vannes) é um cineastra francês conhecido por suas obras-primas de ficção poética, como "Hiroshima mon amour" (1959, com roteiro de Marguerite Duras), e "L'année dernière à Marienbad" (1961, com roteiro de Alain Robbe-Grillet). Ambos os filmes têm como marca o uso de temáticas que abordam questões de "tempo" e "memória". "L'année dernière à Marienbad" é um grande exemplo desse estilo de Resnais, o qual causou estranheza e incompreensão das audiências, frustrando muitos espectadores. Tornou-se um clássico do cinema por não ser - nem um pouco - inteligível.
Resnais também realizou documentários de grande importância na história do cinema, como "Noite e nevoeiro"/ "Nuit et brouillard" (1955), sobre os campos de extermínio nazistas.

 "Meus filmes são uma tentativa, ainda que grosseira e muito primitiva, de aproximar-se da complexidade do pensamento, de seu mecanismo...."

 



sexta-feira, 24 de junho de 2011

Ran - Akira Kurosawa


Título Original:  Ran
Direção: Akira Kurosawa
Roteiro: Akira Kurosawa, Hideo Oguni, Masato Ide, William Shakespeare (peça rei lear)
Gênero: Drama/Guerra
Origem: França/Japão
Duração: 160 minutos
Tipo: Longa-metragem
Diáologo: Japonês
Legenda: PT-BR
Cor: Colorido

Sinopse:
É a adaptação para o cinema da obra trágica de Shakespeare, Rei Lear, transposta para o Japão na época dos samurais. Já velho, o chefe da família Ichimonjis decide dividir todos os seus preciosos bens entre seus três filhos, o que gera uma disputa sangrenta entre os irmãos, até um trágico desfecho. 


Projeto CONHECENDO DIRETORES:



Nome: Akira Kurosawa (Tóquio, 23 de março de 1910 – Setagaya, 6 de setembro de 1998).

Um dos cineastas mais importantes do Japão, seus filmes influenciam uma grande geração de diretores do mundo todo. Com uma carreira de cinquenta anos, Kurosawa dirigiu 30 filmes. É amplamente considerado como um dos cineastas mais importantes e influentes da história do cinema. Em 1989, foi premiado com o Oscar pelo conjunto de sua obra "pelas realizações cinematográficas que têm inspirado, encantado, enriquecido e entretido o público em todo o mundo e influenciado cineastas de todo o mundo."

Biografia:

O mais novo de oito filhos de Shima e Isamu Kurosawa, nasceu num subúrbio de Tóquio em 23 de março de 1910. Shima Kurosawa tinha 40 anos de idade na época do nascimento de Akira e seu pai, Isamu, tinha 45. Cresceu numa família com três irmãos mais velhos e quatro irmãs mais velhas. De seus três irmãos mais velhos, um morreu antes de Akira nascer e um já estava crescido e fora do lar. Uma das suas quatro irmãs mais velhas também havia deixado a casa para formar a sua própria família antes de Kurosawa nascer. A irmã que nascera logo antes de Kurosawa, a quem ele chamava de "Pequena Grande Irmã", também morreu repentinamente após uma curta doença quando ele tinha 10 anos de idade.
O pai de Kurosawa trabalhava como diretor de uma escola secundária dirigida pelos militares japoneses e os Kurosawas descendiam de uma linhagem de antigos samurais. Financeiramente, a família estava acima da média. Isamu Kurosawa gostava da cultura ocidental, dirigindo programas atléticos e levando a família para ver filmes ocidentais, que estavam naquela época apenas começando a aparecer nos cinemas japoneses. Mais tarde, quando a cultura japonesa se afastou dos filmes ocidentais, Isamu Kurosawa continuou a acreditar que os filmes foram uma experiência positiva de ensino.
Kurosawa inicialmente tentou ser pintor. Após se formar no Ginásio Keika, frequentou o Centro de Pesquisas de Arte Proletária no ano de 1928, aos 18 anos. A investida pictorial não funcionou, devido à falta de dinheiro, mas suas características artísticas o acompanharam durante toda a sua trajetória no cinema, onde ele pintava quadros como " storyboards" de seus filmes. Mesmo assim continuou com sua paixão pelas artes, principalmente a literatura; de onde tirou inspiração para a grande maioria de suas obras. Sofreu também grande influência do irmão, Heigo, quatro anos mais velho, na sua paixão por cinema. Heigo trabalhava como Benshi, uma espécie de "narrador de filmes" do início do século no Japão. Infelizmente, com o advento dos filmes sonoros a profissão de narrador se tornou obsoleta, e Heigo viu-se sem emprego. O fato deprimiu tanto o irmão de Kurosawa que ele acabou se suicidando com um tiro no peito esquerdo aos 22 anos de idade. Kurosawa demorou para aceitar o ocorrido, mas se recuperou alguns anos depois e ingressou de vez na carreira cinematográfica. Em 1936 viu um anúncio no jornal para um teste de assistente de diretor e desde então não parou mais de trabalhar em filmes. De 1943 a 1965, foram vinte e quatro dirigidos por ele.
Seu primeiro trabalho foi Sugata Sanshiro (1943) e o último foi "Depois da Chuva" (Ame agaru) (1999) concretizado postumamente por Takashi Koizumi, seu discípulo. Foi o introdutor do gênero samurai no cinema, com temas como a honra acima de tudo. Sofrendo de fadiga mental em 1971, tentou frustradamente suicidar-se cortando os pulsos por mais de trinta vezes. Em 1985, o Festival de Cinema de Cannes homenageou-o pelo seu filme "Ran" do qual ele mesmo dizia que era a "obra de sua vida". "Ran" foi baseado em adaptações do livro Rei Lear de Shakespeare. Kurosawa também adaptou obras do russo Dostoiévski. Muitos de seus filmes tiveram refilmagem na Europa e EUA.


Último Tango em Paris


Dir. Bernardo Bertollucci

Ilha do medo


Um tratado sobre o delírio.

DOGVILLE


Curso Alceu casseb

terça-feira, 3 de maio de 2011

O Discurso do Rei


A proposta é escrever. Escrever sobre o que vejo, o que ouço, o que penso e até mesmo o oposto de tudo isto. Será na prática de sair de mim e vim para as letras, segundo o mito acadêmico, que a facilidade de produção nascerá. 
Este discurso do rei já havia chegado aos meus ouvidos de diferentes formas. Todas elas exaltando o filme e associando com os temas: transferência e relação terapeuta-paciente. E de fato para nós que estamos todos os dias mergulhados nesta seara é inevitável estas associações. Por mais que a proposta seja falar, não quero molhar o molhado. Pouco tenho a acrescentar do que já me foi dito, neste instante, penso em destacar a cena em que o "terapeuta" tem uma conversa íntima com sua esposa. É nesta conversa que ele diz estar com problema com um paciente e ela com um olhar de 'suspensão-suspeição' realiza ao meu ver um dos lados do tripé psicanalítico: a supervisão. É ela que na sua escuta flutuante lembra o marido que os sonhos e anseios partem não apenas do paciente, mas também dele e que ele deve estar atendo a isto.
É tarde e a gripe que hoje alarmou amanhã acordará mais forte.
Boa noite.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Quills - Contos Proibidos do Marquês de Sade


O filme chega com a proposta de complementar a discussão de Foucault (Vigiar e Punir), mas como toda a arte ele me leva a pensar inúmeros devaneios e ideias sem paradeiro. Os boatos engrandessem o assombro tanto que o próprio filme se torna adequado a proposta. Fico tentado a ler os contos, estes sim tem fama de nos tirar de onde estamos. Sobre o filme, sobre os loucos, sobre o caps, sobre pacientes e paciência. Podemos colocar tinta no érótico, no delírio, no corpo, no surto ... no homem. Para se pensar uma das últimas frases "para se conhecer a virtude é necessário conhecer o vício".


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Black Swan - Cisne Negro



Fascinante!
Nina, fascinante ... As ideias batem asas, os pensamentos virão atos, o delírio realidade ... As penas de um cisne nascem na mulher.
Quantas nos atravessam nesse momento?! Obsessão, desejo, pulsão são retos e científicos diante do sublime de uma morte atuada, esperada - desejada. O princípio de um absurdo se concretiza na carne e sangue das sapatilhas da vida e da morte.
É para se pensar, sentir, refletir e compartilhar. Um estudo sobre o que nos atravessa, sobre quem somos, e mais, sobre o estranho que nos habita.

São Paulo, quinta-feira, 10 de março de 2011. Folha de São Paulo:



CONTARDO CALIGARIS

Se conseguimos viver plenamente, é graças a autores e intérpretes que nos revelam nosso lado B




"CISNE NEGRO" é a história, muito bem contada, do desabrochar de uma loucura. Mas amei o filme por outras razões. Aqui vão duas delas.
1) Revi "Cisne Negro" no domingo e, na volta do cinema, assisti ao Carnaval na TV.
Gosto da exuberância de alegorias e fantasias, e o que mais importa no Carnaval talvez seja a paixão das escolas ao preparar o desfile, mas resta que, na televisão, o espetáculo do carnaval e de seus bastidores consegue a façanha se ser, ao mesmo tempo, vulgar e careta. Como é possível?
É que, no espetáculo televisivo, a transgressão da folia consiste numa tremedeira de carnes (vagamente sugestiva de um exercício sexual), acompanhada de uma dose diurética de cerveja. Ou seja, o Carnaval na televisão é um programa infantil, pois é assim que as crianças imaginam a transgressão: vulgar como xixi-cocô e careta como suas suposições sobre o que acontece entre adultos na hora do sexo.
Só para confirmar: as crianças encaram com prazer o tédio de uma noite de desfiles em família, na frente da televisão. Elas acham reconfortante supor que o lado B dos adultos seja parecido com a visão infantil da transgressão: comilança, bebedeira, bunda e peitos. Só falta um pum final.
Na verdade, fora esse momento anual de regressão coletiva, espera-se que, para os adultos, a transgressão seja uma excursão em territórios mais tenebrosos e mais aventurosos. Espera-se que o lado B da gente não caiba no Carnaval televisivo e que sua descoberta peça mais do que alguns litros de cerveja.
1) Nada torna a vida interessante tanto quanto a descoberta de nossa própria complexidade; 2) Talvez a função mor da cultura seja a de nos dar acesso a partes de nosso âmago que normalmente escondemos de nós mesmos; 3) Conclusão: se conseguimos viver plenamente, é graças a autores, atores, intérpretes etc. que nos revelam nosso próprio lado B (e C e D).
Agora, será que o artista poderia levar espectadores ou leitores para territórios que ele não tiver primeiro desbravado nele mesmo?
Alguns pensam assim: só quem ousa se aventurar pelo seu próprio lado B consegue revelar aos outros o lado B que eles escondem de si mesmos. Nina, a estrela do "Lago dos Cisnes", não poderia arrebatar seu público sem se entregar corajosa e perigosamente a seu lado obscuro, sem se entregar ao cisne negro nela.
Outros pensam que, para encarnar o cisne negro, Nina não precisa sentir sua lascívia na pele. Bastaria ela atuar e dançar (como dizia Diderot) com a inteligência, e não com o coração. Mas como ela poderia dançar e atuar o cisne negro com a inteligência sem conhecer e entender o que ela precisa expressar?
Seja como for, quem acha que seu lado obscuro é feito de carnes trêmulas e cerveja deveria fazer um esforço sério para sair da infância. Nesse esforço, Nina e "Cisne Negro" seriam de bastante ajuda.
2) Homens e meninos, mesmo quando aspiram à perfeição, convivem razoavelmente bem com falhas e fracassos. É porque acreditam firmemente que, mesmo imperfeitos, eles nunca deixarão de ser tudo o que suas mães pediram a Deus.
Mulheres e meninas, ao contrário, sentem que, mesmo alcançando a perfeição, não serão o que suas mães pediram a Deus. A explicação clássica disso é que elas, pelo simples fato de serem mulheres, nunca preenchem a expectativa materna tanto quanto um filho varão. Paradoxo: as mulheres aspiram à perfeição mais do que os homens porque tentam merecer uma aprovação materna que é quase impossível.
Há uma outra explicação do sentimento feminino de não corresponder às expectativas maternas. Essa explicação, mais inquietante, diz que, para uma mãe, o triunfo de uma filha (profissional ou amoroso) sempre apresenta ao menos um defeito: o de não ser o triunfo dela mesma, da própria mãe.
A mãe de Nina espera que o sucesso da filha compense suas frustrações de bailarina que renunciou à carreira. Também acusa a filha de ser a causa dessa renúncia. Qual será o melhor bálsamo para a ferida: o sucesso ou o fracasso da filha?
Muito frequentemente, as mães rivalizam com as filhas. Essa rivalidade é especialmente óbvia e feroz quando, de um jeito ou de outro, oferecendo pelúcias ou preparando chazinhos, uma mãe tenta manter a filha parada numa eterna infância.
"Cisne Negro", o Carnaval e as mães.

domingo, 3 de abril de 2011

Bruna Surfistinha



Sexta a noite só em casa, como não ir atrás de Bruna?
Parabéns Débora Secco #Devassa

segunda-feira, 28 de março de 2011

Valentin


Filme do diretor argentino Alejandro Agresti.

Sinopse:

1960, Buenos Aires. Valentin (Rodrigo Noya) é um menino de 9 anos que vive com sua avó (Carmen Maura), já que seu pai vive ocupado trabalhando e sua mãe está desaparecida desde a separação de seu pai. Solitário, Valentin divide seu tempo sonhando se tornar um astronauta e ouvindo as histórias contadas por sua avó. Seu grande sonho é que seu pai o leve para conhecer sua mãe, mas ele se irrita só de ouvir a simples menção do nome dela. Valentin passa a acreditar que possa ter enfim uma mãe quando conhece Leticia (Julieta Cardinali), a mais nova namorada de seu pai.

Filme utilizado no curso do Alceu Casseb "Lidando com a clínica adolescentes e adultos: estratégias, impasses e investigação clínica". Ilustra bem as condições do analista para exercer a Psicanálise, em especial, o Alceu apontou: capacidade de sempre reconstruir o objeto; a forma de lidar com a dinâmica amor e ódio; e a visão de passado, presente e futuro.

Excepcional a atuação do pequeno Rodrigo Noya.



O quarto do meu filho


Este é um filme do diretor Nanni Moretti.

Sinopse:

Giovanni (Nanni Moretti) é um psicanalista que reside e trabalha na cidade de Ancona, na Itália. Ele é casado com Paola (Laura Morante) e tem dois filhos: a menina Irene (Jasmine Trinca) e o jovem Andrea (Giuseppe Sanfelice). Sua vida transcorre tranqüila, dividida entre a família e o consultório, até que uma tragédia a transtorna completamente. Para atender ao chamado urgente de um paciente, Giovanni deixa de acompanhar o filho à praia e nesse passeio o rapaz morre afogado. A família, é claro, ressente-se profundamente com a morte e Giovanni sofre uma forte sensação de remorso, apesar do apoio da esposa 

Assisti esse filme no curso "Lidando com a clínica adolescente e adultos: estratégias, impasses e investigações clínica" ministrado pelo Alceu Casseb. O filme foi utilizado para ilustrar a metodologia, o pensamento epstemiológico da Psicanálise.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Comer Rezar Amar


Empregado a pobreza parece disfarçar-se. A possibilidade do início do próximo mês chegar rápido faz com que a frequência nos cinemas aumente, porém iversamente proporcional está a existência de uma mão/boca almejada me acompanhar.
Só a opção seria prestigiar o tão comentado Tropa de Elite II. Algo impossível em um mundo que as pessoas programam dias antes a vontade futura de ir ao cinema. Sendo assim, o que me estava guardado era a romântica comédia, ou comédia romântica, da vida de Liz Gilbert. O filme é baseado no livro de mesmo nome (Eat Pray Love).
Uma avaliação do filme (?): (...) são belos lugares, intrigantes culturas que ornamentaram a história de uma crise feminina que as humanas locais têm que resolver enttre a hora do expediente e o fazer da janta. 

domingo, 24 de outubro de 2010

Paris, Je T'aime


Coletânea de 21 curtas, de 5 minutos cada e de autoria de diferentes diretores, sobre a cidade de Paris.

  • título original:Paris, Je T'Aime
  • gênero:Drama
  • duração:01 hs 56 min
  • ano de lançamento:2006
  • site oficial:http://www.parisjetaime-lefilm.com/
  • estúdio:Canal+ / Filmazure / X-Filme Creative Pool / Pirol Stiftung / Victoires International
  • distribuidora:First Look Pictures Releasing / Imagem Filmes
  • direção: Olivier Assayas , Frédéric Auburtin , Gérard Depardieu , Joel Coen , Gurinder Chadha , Sylvain Chomet , Ethan Coen , Isabel Coixet , Wes Craven , Alfonso Cuarón , Christopher Doyle , Richard LaGravanese , Vincenzo Natali , Alexander Payne , Walter Salles , Bruno Podalydès , Daniela Thomas , Olivier Schmitz , Nobuhiro Suwa , Tom Tykwer , Gus Van Sant , Emmanuel Benvihy
  • roteiro:Payl Mayeda Berges e Gurinder Chadha (segmento "Quais de Seine"), Gus Van Sant (segmento "Le Marais"), Joel Coen e Ethan Coen (segmento "Tuileries"), Walter Salles e Daniela Thomas (segmento "Loin du 16ème"), Christopher Doyle, Gabrielle Keng e Kat
  • produção:Emmanuel Benbihy e Claudie Ossard
  • música:Tom Tykwer, Reinhold Heil e Johnny Klimek (segmento "Faubourg Saint-Denis"), Pierre Adenot, Leslie Feist, Christophe Monthieux e Marie Sabbah
  • fotografia:Maxime Alexandre (segmento "Père-Lanchaise"), Michel Amatieu (segmento "Place des Fêtes"), Bruno Delbonnel (segmento "Tuileries"), Christopher Doyle (segmento "Porte de Choisy"), Eric Gautier (segmentos "Loin du 16ème" e "Quartier des
  • figurino:Olivier Bériot e Pierre-Yves Gayraud (segmentos "Tuileries" e Faubourg Saint-Denis")
  • edição:Luc Barnier (segmento "Quartier des Enfants Rouges"), Mathilde Bonnefoy (segmento "Faubourg Saint-Denis"), Stan Collet (segmento "Père-Lachaise"), Simon Jacquet (segmentos "Quais de Seine", "Porte de Choisy", "Bastille", "Pigalle", "Quartier Latin"

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

1,99 - um supermercado que vende palavras


1,99 é um supermercado que vende palavras. Os personagens principais do filme são o desejo, a angústia e a compulsão que temos pelo ato da compra. Curiosas histórias ocorrem neste supermercado branco e ninguém consegue de lá sair.

Estômago


ESTÔMAGO é a história da ascensão e queda de Raimundo Nonato, um cozinheiro com dotes muito especiais. Trata de dois temas universais: a comida e o poder. Mais especificamente, a comida como meio de adquirir poder. E pode ser definido como “uma fábula nada infantil sobre poder, sexo e culinária”.
Em sua estréia mundial no Festival do Rio 2007, ESTÔMAGO consagrou-se como grande vencedor, tendo recebido quatro prêmios: Melhor Filme pelo Público, Melhor Diretor, Melhor Ator e Prêmio Especial do Júri. Em sua estréia européia, no Festival Internacional de Rotterdam, na Holanda, recebeu o prêmio Lions Award e foi o segundo colocado, entre 200 longas, na preferência do público. Teve participação especial no Festival de Berlim 2008, com direito a jantar inspirado nos pratos do filme, e venceu o Festival Internacional de Punta Del Este, no Uruguai, com os prêmios de Melhor Filme e Menção Especial de Melhor Ator.
O filme marca a estréia de Marcos Jorge na direção de longas-metragens, depois de uma bem-sucedida carreira como diretor de curtas-metragens, filmes publicitários e artista-plástico especializado em vídeo-instalações. Marcos Jorge estudou cinema na Itália e lá viveu durante toda a década de 90, e seus filmes e vídeos venceram mais de 50 prêmios nacionais e internacionais.
As filmagens aconteceram durante 5 semanas em Curitiba e São Paulo, em fins de 2006, e toda a finalização foi feita na Itália, em Milão e Roma, em meados de 2007. ESTÔMAGO é a primeira co-produção cinematográfica realizada a partir do acordo de co-produção bilateral Brasil-Itália, assinado no início dos anos 1970. É um filme de dupla nacionalidade, brasileiro para o Brasil e italiano para a Itália.
No elenco desponta o ator baiano João Miguel, como protagonista, acompanhado pela curitibana Fabiula Nascimento (em sua estréia no cinema), pelos cariocas Babu Santana e Alexander Sil, pelo italiano Carlo Briani e pelo paulista Paulo Miklos.
O filme foi inspirado no conto “Presos pelo Estômago”, de Lusa Silvestre, que assina, junto com Marcos Jorge, o argumento do filme. O roteiro é de Lusa Silvestre, Marcos Jorge, Cláudia da Natividade e Fabrizio Donvito. A produção é de Cláudia da Natividade, Fabrizio Donvito e Marco Cohen. O diretor de fotografia é Toca Seabra, que tem no currículo filmes como “O Invasor” (2002), “Do Outro Lado da Rua” (2004), “Cidade Baixa” (2005) e “Cão se Dono” (2007). A música ficou a cargo de Giovanni Venosta, compositor de premiadas trilhas sonoras de vários filmes italianos: “Pão e Tulipas” (2000), “Queimando ao vento” (2002) e “Ágata e a tempestade” (2004).
Como grande parte da história se passa dentro de uma cela de cadeia, Luiz Mendes Jr. - que entrou na prisão aos 19 anos, semi-analfabeto, e saiu 30 anos depois, como escritor e cronista - atuou como consultor de vida e comportamento no presídio.

ESTÔMAGO foi vencedor do Prêmio de Produção de Filmes de Baixo Orçamento do MINC e seu roteiro participou do prestigioso seminário de co-produção internacional "Produire au Sud", financiado pelo governo francês.
Produzido pela Zencrane Filmes e pela Indiana Production, ESTÔMAGO tem distribuição da Downtown Filmes.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Tarantino's Mind



Em Tarantino’s Mind (2006), dois amigos estão sentados num dos restaurantes mais badalados de São Paulo tentando desvendar o que há por trás da mente hiperativa de um dos maiores diretores das duas últimas décadas: Quentin Tarantino.
Num ritmo frenético de perguntas, respostas e apontamentos, os dois fazem suposições de ligações dentro da obra do americano, lembrando muito os diálogos dos personagens de Samuel L. Jackson e John Travolta no cult Pulp Fiction. O curta é uma criativa e bem humorada homenagem ao cinema revolucionador que Quentin Tarantino criou.
Tarantino’s Mind foi dirigido pelo coletivo carioca 300 ml, mais conhecido pelas suas premiadas peças publicitárias. Somente fãs de cinema e de Tarantino poderiam trazer uma teoria sobre toda a obra dele. Destaque para interpretação de Selton Mello e Seu Jorge, que interpretam primorosamente dois cinéfilos neuróticos do ínicio ao fim.


Ilha das Flores


Ilha das Flores é um filme de curta-metragem brasileiro, do gênero documentário, escrito e dirigido pelo cineasta Jorge Furtado em 1989, com produção da Casa do Cinema de Porto Alegre. 
De forma ácida e com uma linguagem quase científica, o curta mostra como a economia gera relações desiguais entre os seres humanos. O próprio diretor já afirmou em entrevista que o texto do filme é inspirado em suas leituras de Kurt Vonnegut ("Almoço de Campeões"/ "Breakfast of Champions") e nos filmes de Alain Resnais ("Meu Tio da América"/ "Mon Oncle d'Amérique"), entre outros.
O filme já foi acusado de "materialista" por ter, em uma de suas cartelas iniciais, a inscrição "Deus não existe". No entanto, o crítico Jean-Claude Berbardet (em "O Cinema no século", org. Ismail Xavier, Imago Editora, 1996) definiu Ilha das Flores como "um filme religioso" e a CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) concedeu ao filme o Prêmio Margarida de Prata, como o "melhor filme brasileiro do ano" em 1990. Em 1995, Ilha das Flores foi eleito pela crítica européia como um dos 100 mais importantes curtas-metragens do século.
O curta está listado no livro " 1001 Filmes para Ver Antes de Morrer", organizado por Steven Jay Schneider.